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Tudo o que é bom, engorda, faz mal ou é pecado

 

A comunidade científica mundial descobriu que o açúcar engorda e faz mal. Pasmem: a descoberta parece ser recente e os órgãos de comunicação estão dando destaque à pesquisa cujo resultado todo mundo já sabia. Dou um doce para quem não soubesse, ainda, que o açúcar engorda. Isso é senso comum entre humanos de todas as classes sociais. Que gordura em excesso faz mal, é uma derivação quase impossível de não ter sido assimilada, desde tempos remotos, pelos seres inteligentes que, mesmo não fazendo ciência, fazem associação e aprendem por comparação.
 
 Não dá para dizer que  as pessoas ainda não soubessem que açúcar engorda e faz adoecer, com a quantidade de informação que é veiculada no planeta dos homens. O açúcar é a causa número 01 de obesidade e a obesidade desencadeia prematuramente outras doenças que poderiam se manifestar tardiamente, ou até ser evitadas: hipertensão, artrite, colesterol alto,  diabetes, enfarto, e outras degenerações decorrentes do envelhecimento precoce e da falência de vários órgãos.
 
Há um novo conceito biológico que pressupõe que a vida é feita de duas fases apenas: crescimento e decadência. Segundo esse conceito, acredita-se que a maioria das células do corpo foram projetadas para morrer depois de um tempo de vida relativamente curto, de forma que a renovação seja uma constante em cada parte do corpo. Esse movimento de renovação é uma defesa natural para descartar as células antigas porque elas têm tendência a se tornarem cancerosas. O processo lembra a poda do outono e a renovação da primavera. Quem controla essa poda e essa renovação são os músculos, responsáveis diretos pela química do crescimento em todo o corpo. Quando transmitidos de maneira regular, esses sinais de renovação e crescimento são enviados   a partir dos músculos, para os vasos sanguíneos,  para o coração, para os tendões,  para os ossos, para as articulações, de forma que a revolução silenciosa, que começou nos músculos, causa renovação no resto do corpo.
 
Mas hoje as pessoas não têm reserva muscular, têm reserva de gordura. O mundo está obeso e decadente e o vilão não é apenas o açúcar na forma como o conhecemos, mas o açúcar livre que cai na corrente sanguínea e que provêm de  muitos alimentos. Esse açúcar contido em muitos alimentos  recebe o nome de índice glicêmico (IG).  Ninguém precisa ingerir açúcar na forma tradicional para consumir um alimento com alto índice glicêmico. Basta comer amido. O amido está presente nos carboidratos refinados ou alimentos brancos: batata, arroz branco, e todos os itens preparados com farinha de trigo branca. É por isso que uma das recomendações médicas para a dieta dos diabéticos é evitar o consumo exagerado de arroz e de pão branco. Uma vez na corrente sanguínea, os amidos se transformam em açúcar.
 
Enquanto as gorduras e as proteínas enviam ao corpo sensação de saciedade, os carboidratos refinados não sabem dizer ao corpo quando é hora de parar de comer. Menos de uma hora depois que o sujeito comeu até se empanturrar, a fome volta com mais intensidade. Isso acaba se tornando um vício: o vício de comer. Por isso, quem come um doce, deve fazê-lo logo após o almoço ou o jantar, para que o IG se dilua entre os demais grupos alimentares.
 
O Índice Glicêmico (IG) dos alimentos é um indicador essencial em nutrição e passível de verificação. O assunto é amplo e quem quiser saber mais encontrará farta literatura disponível na internet sob o título: “Alimentos com alto índice glicêmico e alimentos com baixo índice glicêmico.  Pessoas que dão preferência a alimentos que contenham alto índice glicêmico, irão mobilizar uma quantidade muito maior de insulina, de ácido gástrico e de algumas outras substâncias químicas na hora da digestão. O processo digestório se torna lento e penoso, deixando o indivíduo com a sensação de ter comido um boi. Sem saber o que fazer com tanta caloria, o organismo acumula as reservas sob a forma de gordura. Quanto mais gordura acumulada, mais lento se torna o metabolismo. O efeito bola de neve começa a se fazer sentir não apenas na obesidade, que é a ponta visível do iceberg, mas também nas partes internas do corpo que sofrerão dano.
 
Tudo o que é bom engorda, faz mal, ou é pecado. Vai dizer que você não sabia? Você sabia, mas preferia ignorar. E pode continuar ignorando, caso queira, mas as pesquisas cientificas estão aí e elas recomendam: exercícios físicos para construir um aporte de músculos adequados à demanda corporal, nutrição balanceada, compromisso e dedicação a um programa de saúde cujo maior responsável é você.  Como tudo na vida, é uma questão de fé.

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