Conheço e convivo com várias pessoas que possuem grande inteligência e capacidade intelectual admirável, porem estas não me chamam a atenção e muito menos me surpreendem, pois foram encarceradas pelo atual processo educacional de produção em massa, que prima pela informação ao invés da criatividade e do conhecimento.
A educação deveria nos incentivar a pensar, e não a memorizar. Ela deveria aguçar nossa criatividade, e não a nossa sistematização. Deveria nos incentivar a sermos pessoas críticas e não apenas fantoches do mundo capitalista.
Mas, diariamente vejo uma triste realidade, onde o processo educacional se transformou em uma fábrica de andróides, com pensamentos sistêmicos e padronizados. Tudo o que difere deste pensamento é rejeitado e excluído da esfera do conhecimento.
Não há mais espaço para descobertas ou para genialidade. Agora, até para se tornar um gênio, existe uma metodologia correta.
Fico pensando sobre a nota que Einstein receberia em uma prova, hoje, ao contradizer toda a física clássica, com a teoria da Relatividade. Ou ainda, como Nikola Tesla seria recebido ao propor a corrente alternada. Eles tirariam zero, pois a atual metodologia de ensino é estática e ditadora, não abrindo espaços para pensamentos individualizados e críticas construtivas.
Assim como acontece com o ensino da matemática, que é rejeitado não por o conteúdo ser difícil, mas por o método ser falho. As pessoas não odeiam matemática. Elas simplesmente não aprendem. E sinceramente não as culpo, pois durante o processo educacional desta disciplina, ocorre uma supervalorização do conteúdo, sendo que o mais importante é o raciocínio, afinal não há como ensinar números complexos, geometria analítica, e álgebra linear para pessoas que não possuem senso de abstração.
E o mesmo ocorre no ensino das outras áreas, que agarradas ao método e ao conteúdo se esqueceram que o principal objetivo da educação é treinar um exército de seres pensantes, na busca incansável pelo conhecimento, e não pela informação.
Assim, os homens estão saindo do patamar da intelectualidade, para viverem no mundo da ignorância e da estupidez. Mas é ainda mais preocupante, o fato de ser algo global. Estamos desperdiçando intelectos brilhantes nas fezes da ignorância e formando educacionalmente pessoas com inteligência, ao invés de formarmos pessoas inteligentes.