Sempre fui uma pessoa muito convicta de meus ideais, mas quando comecei a defendê-los, ainda não era possível visualizar todos os seus contornos e sentir o peso real ao carregá-los. Provavelmente por ter muitos sonhos e objetivos, passei muito tempo sem perceber o tamanho da responsabilidade que eu deveria ter, ao defender minhas ideologias com unhas e dentes, pois não são coisas simples de se fazer e principalmente de explicar.
Para mim elas são a mais pura e visível verdade. Para os outros elas são incógnitas – e quando não são vistas como incógnitas, são consideradas algo totalmente utópico e até mesmo satírico.
Porém, depois de ter começado a morar sozinho, tive uma liberdade maior para defendê-las e honrá-las com todas as minhas forças, colocando a minha própria personalidade à prova de um processo sem volta, no qual o aprendizado é o único caminho. Mas para percorrer este caminho é preciso coragem e perseverança, pois poucos estarão ao seu lado para lhe apoiar quando tropeçar em uma pedra, ou mesmo, quando a fraqueza, provocada pelo cansaço, consumir suas forças.
E mesmo lutando por algo bom, os obstáculos a enfrentar não serão fáceis de ultrapassar - eles serão difíceis e você terá que enfrentá-los com todas as suas forças, que na maioria das vezes surgem das formas mais inesperadas.
Muitas vezes surgem de amigos, outras dos sonhos, e de idealizadores que encontramos pelo caminho. Mas em grande parte (na maior parte, diria), elas surgem das próprias fraquezas, que por mais insuportáveis que possam ser, elas nos dão resistência e coragem para levantarmos, limparmos a poeira, sentirmos nossos batimentos cardíamos e então, partir revigorado para uma nova batalha.
Assim, cada dia se torna um dia de aprendizagem, mudando a nossa visão do mundo para um contexto mais amplo, no qual passamos a observar todas as manifestações da vida, e não apenas, o nosso umbigo.
Contudo, chegará um momento no qual será possível perceber que a vida só existe, porque você pode enxergá-la, e sendo assim, será necessário mostrar ao mundo toda essa magnitude, que tapada pela ignorância e preconceitos, estão deixando se esquecer.
Estão nos drogando com informações e proibições, para que esqueçamos que estamos vivos e que dentro de nossa veias circula sangue, impulsionado por um coração que luta para continuar batendo e amando, devido a sua grande fragilidade provocada por sua falta de experiência e sentimentos.
Mas, quero que saibam, que por mais que doa, prefiro ter um coração cheio de cicatrizes e sabedoria, à ser apenas mais uma máquina do sistema, alimentando com sua vida o que hoje chamam de mundo. Prefiro sentir o sangue correndo quente em minhas veias, a passar a vida inteira em frente à televisão.
Por isso, com lágrimas no rosto, termino este texto dizendo que por mais que seja complexo entender a vida, eu a farei da melhor forma possível, lutando por aquilo que acredito e tentando deixar para trás um mundo melhor.
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