O Cigarro e o Celular

02/05/2015 10:24:58

 Na década de setenta, sessenta, e nas anteriores, o cigarro teve um papel fundamental na vida de meninos e meninas, que, ao completarem dezoito anos, se iniciavam no vício de fumar. O cigarro era objeto de desejo pelo qual mal se podia esperar. Muitos jovens usavam tabaco antes de completarem dezoito anos, e quando mais precoce  a conduta, mais admirado e mais considerado se tornava o usuário dentro do grupo social. Exibir um cigarro entre os dedos, para os meninos, era símbolo de maturidade e, para as meninas, de modernidade.

O cigarro era um charme a mais, ao qual ninguém queria renunciar, porque se considerava o fumante muito esperto, muito descolado, e a sexualidade pedia a confirmação desse adereço na boca, ou entre os dedos. Já havia frágeis campanhas de conscientização dos males do cigarro, mas em contrapartida também havia muitos anúncios publicitários que se encarregavam de enfatizar o glamour e o encanto pessoal no ato de tragar e expelir uma fumacinha branca.

Eu me lembro bem desse tempo. Só escapei porque nunca consegui engolir a fumaça sem tossir desesperadamente, e foi esse mecanismo de tosse que me salvou do vício. Tentei algumas poucas vezes, sempre entre amigos, sempre escondida de meus pais e irmãos, mas graças a Deus não consegui me adaptar ao mecanismo de fumar: eu era um vexame ao final da primeira tragada. Muitos dos meus amigos n...

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